EE. Francisco Molina Molina - Diretoria de Ensino Região de Jales
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Luis Fernando Veríssimo

A vida do famoso escritor Luis Fernando Veríssimo conteve muito estudo e trabalho, onde aos poucos foi sendo reconhecido nacionalmente e mundialmente, graças aos textos bem criativos que fez. Confira a biografia desse grande nome da literatura brasileira.



Biografia

Luis Fernando Veríssimo é natural da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e nasceu no dia 26 de setembro de 1936. Filho do também escritor Érico Veríssimo, Luis começou desde cedo os seus estudos em instituições de ensino renomada o Instituto Porto Alegre e a famosa universidade Roosevelt High School, que ficava em Washington, EUA. Morou fora com apenas 16 anos e lá nos Estados Unidos aprendeu, além da literatura, a conhecer o mundo da música, e graças a isso até hoje é apaixonado pelo seu instrumento musical saxofone.

O escritor Luis Fernando Veríssimo começou a sua carreira como jornalista em um famoso jornal chamado Zero Hora, que publicava as edições na sua cidade natal, isso em 1966. Depois passou a trabalhar em outro jornal Folha da Manhã em 1975. A coluna que escrevia fez tanto sucesso que no mesmo ano conseguiu lançar seu livro “A Grande Mulher Nua”, que continha vários textos de sua autoria. Seu trabalho foi tão admirado pelas pessoas e empresas que chegou a participar do “Planeta dos Homens”, criando os quadros desse programa que passou na televisão pelo canal Rede Globo. Outro trabalho foi na série “Comédias da Vida Privada”, que forneceu alguns dos seus textos engraçados.

Algumas das obras famosas do escritor Luis Fernando Veríssimo
O Popular;
A Grande Mulher Nua;
Amor Brasileiro;
As Cobras e Outros Bichos;
O Jardim do Diabo;
Pai não Entende Nada;
Peças Íntimas;
O Santinho;
Zoeira;
Sexo na Cabeça;
O Gigolô das Palavras;
O Analista de Bagé;
A Mão Do Freud;
Orgias;
As Aventuras da Família Brasil;
O Analista de Bagé;
A Velhinha de Taubaté;
A Mulher do Silva;
O Marido do Doutor Pompeu;
A Mesa Voadora;
Traçando Paris.



Crônica: Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. 
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca. 
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida. 
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite. 
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”. 
8. Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”. 
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. 
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Criado por: Luís Fernando Veríssimo



Contos de fadas moderno

Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma: - Eu, hein?... nem morta!



 Luís Fernando Veríssimo


Arnaldo Jabor

O que é uma biografia?
Biografia é um gênero literário em que o autor narra a história da vida de uma pessoa ou de várias pessoas. A biografia, na maioria das vezes, de pessoas públicas como políticos, cientistas, esportistas, escritores ou pessoas, que através de suas atividades deixaram uma importante contribuição para a sociedade.
Quando o biografado (pessoa que está tendo a vida contada na biografia) é o próprio autor, chama-se
autobiografia.


                                                                Cronista - Arnaldo Jabor

Arnaldo Jabor – Nascido aos 12 de dezembro de 1940 é um cineasta, crítico e escritor brasileiro. Participou do movimento do Cinema Novo, com o documentário Opinião Pública.
Mas o contexto político da época fez com que ele modificasse sua obra comprometendo assim o entendimento e a qualidade dela. Seus filmes seguintes analisam o comportamento humano sempre com muita sátira e ironia, arcantes no seu estilo.
A partir dos anos 90 retomou sua carreira de jornalista, onde ainda hoje é comentarista de diversos jornais. Também tem vários livros publicados, sem perder o seu característico humor ácido, nem o tom crítico.

Filmes:
1965 - O Circo (curta-metragem)
1967 - A Opinião Pública
1970 - Pindorama
1973 - Toda Nudez Será Castigada
1975 - O Casamento
1978 - Tudo Bem
1980 - Eu Te Amo
1984 - Eu Sei que Vou Te Amar1990 - Carnaval (curta-metragem)

Livros:
Os canibais estão na sala de jantar (Editora Siciliano, 1993).Sanduíches de Realidade (Editora Objetiva, 1997).A invasão das Salsichas Gigantes (Editora Objetiva, 2001).Amor É Prosa, Sexo É Poesia (Editora Objetiva, 2004).Pornopolítica, (Editora Objetiva, 2006).Eu Sei Que Vou Te Amar, (Editora Objetiva, 2007).


Crônica do Amor 

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. 

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. 

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. 

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. 

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. 

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. 

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? 

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. 

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. 

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? 

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. 

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. 

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? 

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. 

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. 

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! 

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa. 





Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. 
O ser humano não é absoluto. 
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, 
mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. 
(Arnaldo Jabor)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Crônicas e biografias

O que é uma Crônica?


CRÔNICA
A crônica é um registro de fatos comuns, feitos em ordem cronológica”. Em épocas passadas, designava qualquer documento de caráter histórico. Por isso, a quem hoje se dá o nome de historiador, antigamente era chamado de cronista.

Hoje, crônica é um termo usado para definir um gênero narrativo ou reflexivo breve, 
episódico e comunicativo. A crônica se caracteriza por registrar, acima de tudo, um flagrante do cotidiano, em seus aspectos pitorescos e inusitados, com certa dose de humor e de reflexão existencial. 
Contém passagens líricas e comentários de interesse social e a linguagem é, quase sempre, coloquial e irreverente.
A crônica procurar contar ou comentar histórias da vida, histórias que podem ter 
acontecido com qualquer um. O interesse será despertado pela escolha das palavras e pelo modo como elas serão colocadas, fazendo-nos conferir, pensar, refletir, questionar e entender melhor o que se passa dentro e fora da gente.



Tipos de crônica: As crônicas podem ser classificadas em descritivas, narrativas, narrativo-descritivos, líricas, reflexivas e críticas. Normalmente, em sua maioria, as crônicas são híbridas, mas nunca deixam de conter reflexões e comentários.



Crônica descritiva: predomina a caracterização de elementos no espaço. Os cinco 
sentidos são utilizados, assim como a linguagem metafórica e adjetivação abundante.



Crônica narrativo-descritiva: predomina a narração. A descrição se restringe ao cenário e aos personagens.



Crônica lírica: linguagem poética e metafórica, predominam a emoção e o sentimento.



Crônica metalinguística: fala sobre o próprio ato de escrever, criar e fazer literatura.



Crônica reflexiva: contém reflexões filosóficas. Procura analisar os assuntos e situações de maneira objetiva.